Taxa de ocupação hospitalar: o que é e como acompanhar esse indicador

Taxa de ocupação hospitalar: o que é e como acompanhar esse indicador

Você sabe como calcular a taxa de ocupação hospitalar? A gestão desse índice envolve variados desafios, e saber como acompanhar este indicador é um deles. Por conter diferentes especificidades, o hospital tem como missão o cuidado, assistência e salvamento.

Dessa forma, realizar uma gestão eficiente contribui para aumentar a capacidade de atenção, fornecendo uma estrutura adequada para que os profissionais exerçam suas funções em condições favoráveis.

Dentro desse contexto, a taxa de ocupação hospitalar é um dos indicadores que devem ser monitorados regularmente. A seguir, entenda melhor sobre este assunto e saiba como calcular a taxa de ocupação hospitalar!

O que é a taxa de ocupação hospitalar?

A taxa de ocupação hospitalar é o indicador de gestão que permite obter informações sobre a capacidade de atendimento da instituição. Ela ajuda a avaliar se existem leitos vazios ou se é necessário mais leitos, assim como saber sobre a usabilidade dos espaços. Com esse indicador, o gestor pode dimensionar o perfil de utilização dos leitos, intervalos de substituição, e a média de permanência dos pacientes no hospital.

Como acompanhar este indicador?

A taxa é calculada pelo percentual da quantidade de pacientes que são atendidos diariamente e o número de leitos que estão disponíveis no hospital. É importante lembrar que leitos bloqueados devem ser excluídos no cálculo. Por isso, para ter dados corretos da taxa de ocupação hospitalar, a conta deve ser feita da seguinte maneira:

Número de pacientes no dia

————————————————– x 100

Número de leitos disponíveis no dia

O número de pacientes atendidos no dia deve ser dividido pelo número de leitos disponíveis no mesmo dia. Em seguida, o resultado deve ser multiplicado por 100. Acompanhe o exemplo: para saber a taxa de ocupação hospitalar de uma instituição com 150 pacientes e 250 leitos, vamos dividir 150 por 250. O resultado, 0,6, deve ser multiplicado por 100. Desse modo, a taxa é igual a 60%.

É importante observar que o número obtido pode ultrapassar o valor de 100%, além disso, não se deve considerar nessa conta leitos de observação, recuperação pós-cirurgia e outros que sejam transitórios.

Também deve-se desconsiderar leitos bloqueados ou de contingência, conhecidos como leitos extras. A ideia é que o número seja baseado na estrutura, com resultados concretos diários.

A taxa de ocupação hospitalar é um indicador que ajuda a entender as variáveis de rotatividade na instituição, além da ociosidade e tempo de ocupação. Com isso, o gestor pode realizar um planejamento preciso sobre os processos.

Em uma situação como a pandemia de Covid-19, o acompanhamento deste indicador permitiu que o gestor tomasse providências para evitar a escassez de leitos. Considerando o longo tempo de internação que a doença demanda, foi possível planejar a ampliação de estrutura e equipamentos para acolher os pacientes.

Qual a importância de monitorar a taxa de ocupação hospitalar?

A taxa de ocupação hospitalar é responsável por fornecer informações importantes para as avaliações e tomada de decisão. É por meio desse índice que se pode avaliar algumas questões, como:

  • Abertura de novos leitos;
  • Disponibilidade de atendimentos para o setor;
  • Capacidade máxima da instituição;
  • Índice de rotatividade do hospital;
  • Intervalo de substituição entre um paciente e outro;
  • Marcação de cirurgias eletivas, e mais.

Dessa maneira, o cálculo dessa métrica é uma importante base para que toda a gestão seja realizada de forma adequada. Esse índice pode guiar muitas outras operações internas, além de atuar como parâmetro para os atendimentos.

Acompanhar a taxa de ocupação hospitalar é uma ação fundamental para que o gestor possa desenvolver um trabalho sólido e adequado à instituição. Afinal, indicadores como esse contribuem para que exista a compreensão da realidade do hospital, auxilia na tomada de decisão de acordo com as necessidades e contribui para melhorar a estrutura da instituição. Assim, os profissionais podem desempenhar suas funções em melhores condições.

Gostou das informações acima? Então, veja também quais são os principais indicadores de gestão hospitalar!

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Saiba o que considerar ao escolher um ultrassom veterinário

Saiba o que considerar ao escolher um ultrassom veterinário

Você sabe como escolher um ultrassom veterinário? Este tipo de tecnologia é cada vez mais necessário no cuidado de pequenos e grandes animais. Afinal, contribui para que o profissional consiga oferecer um diagnóstico exato.

No entanto, nem sempre escolher o melhor modelo é uma tarefa fácil. Alguns fatores devem ser considerados na hora de decidir qual ultrassom veterinário é o ideal. Por isso, separamos as melhores dicas para você não errar nessa escolha. Confira!

O que considerar ao escolher um ultrassom veterinário

O aparelho de ultrassom veterinário é um método de obtenção de imagem pouco invasivo e sem emissão de radiação. Este equipamento é utilizado com frequência em diagnósticos e avaliações, auxiliando o profissional na conduta a ser tomada, além de guiá-lo durante procedimentos invasivos. Para saber qual ultrassom veterinário mais indicado para você, considere os fatores a seguir.

Área de atuação

A aquisição do ultrassom veterinário é um investimento a longo prazo para o profissional. Devido à tecnologia envolvida no equipamento, seu custo é elevado. Desse modo, é importante avaliar o aparelho e sua área de atuação, certificando-se que o modelo poderá atender às necessidades de seus pacientes.

Por isso, é preciso pensar sobre os exames que serão realizados, além de outros detalhes que influenciam na escolha do equipamento como ajuste de altura, buscando melhor ergonomia, tamanho do monitor e painel.

Qualidade de imagem

Obter uma imagem de qualidade é o principal objetivo do ultrassom veterinário, visto que o equipamento é responsável por converter as ondas sonoras em imagens de bordas e contornos de órgãos e tecidos.

Por esse motivo, se o profissional estiver em busca de um equipamento para obter diagnósticos mais precisos, é fundamental investir em um ultrassom veterinário que ofereça qualidade de imagem.

Atualmente, existem diferentes modelos no mercado, com aparelhos modernos que apresentam excelente qualidade de imagem. Da mesma forma, modelos antigos, como os utilizados antigamente, também são vendidos. Para evitar a compra do material errado, é essencial que o profissional fique atento a este detalhe.

Possibilidade de transporte

Em muitos casos o trabalho do médico veterinário é realizado fora da clínica ou hospital. Assim, é muito importante que o profissional tenha à sua disposição um ultrassom veterinário portátil, considerando que o animal não possa ser deslocado até o local para o exame.

Por isso, observar se o equipamento desejado apresenta a possibilidade de ser transportado é fundamental, contando com a mobilidade para ser transportado para locais de difícil acesso. Não se esqueça de avaliar também se o aparelho em questão apresenta bateria recarregável. Isso porque, nem sempre uma rede elétrica estará à disposição.

Manutenção

Boa parte dos equipamentos utilizados no Brasil são adquiridos no exterior. Entre os diferentes modelos de ultrassom veterinário existentes no mercado, algumas marcas acabam se destacando por sua garantia, qualidade de imagens e mobilidade.

Contudo, não se deve esquecer que um equipamento como este deve contar com assistência técnica rápida. Em alguns casos, equipamentos importados acabam contando com uma manutenção demorada, visto que a reposição de peças pode ser demorada.

Desse modo, o profissional deve avaliar o atendimento pós-compra, escolhendo uma empresa que ofereça a manutenção e reposição de equipamentos imediata, com aparelhos modernos e seguindo o padrão do mercado.

Fornecedores de qualidade

Por fim, escolher um fornecedor renomado, com história no mercado e que ofereça qualidade nos produtos e serviços é a principal forma de escolher o ultrassom veterinário adequado. Lembre-se de conhecer melhor a marca, certificando-se que ela apresente serviço adequado no pós-venda, garantia e tenha assistência técnica de qualidade, como a RTS.

A RTS é uma empresa fornecedora de soluções inovadoras que tem como missão viabilizar diferentes tipos de unidades de saúde, sejam elas públicas ou privadas, por meio da venda, locação e gestão de serviços e equipamentos hospitalares.

MyLab Sigma é o ultrassom portátil de última geração fornecido pela RTS. É uma unidade de ultrassom inteligente, portátil e multidisciplinar que permite ao usuário levar o ultrassom para onde for necessário para um diagnóstico rápido e completo. 

Graças à sua poderosa plataforma Windows10, o MyLab SIGMA proporciona redução do tempo de exame e um melhor fluxo de trabalho. Isso é possível devido a uma ampla gama de funções de processo automáticas com “zero clique” em imageamento, doppler, pós-processamento, medições, arquivamento e conectividade. Com o processamento “zero clique”, medições de fração de ejeção cardíaca ou esforço cardíaco podem agora ser realizadas de forma rápida e fácil. 

O MyLab Sigma pode oferecer uma grande variedade de soluções móveis para atender a qualquer necessidade, aplicação e localização possíveis. O sistema pode ser simplesmente posicionado e operado em uma mesa ou instalado em um carrinho versátil com altura ajustável. Além disso, o sistema possui um carrinho dobrável opcional que pode ser facilmente transportado em um carro ou mochila. Um carrinho finaliza as soluções móveis do sistema. 

Entre no site da RTS e conheça mais sobre o ultrassom veterinário MyLab ™ DeltaVET!

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Conheça 7 boas práticas para o Controle de Infecções Hospitalares

Conheça 7 boas práticas para o Controle de Infecções Hospitalares

Segundo a portaria do Ministério da Saúde, nº 2616, de 12 de maio de 1998, é obrigatória a criação de uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) em todos os hospitais e que sejam realizadas práticas para o controle das infecções dentro de ambientes voltados à assistência à saúde.

De acordo com inúmeras pesquisas, a resistência a antibióticos é uma situação cada vez mais preocupante, visto que as infecções hospitalares matam mais de 45 mil brasileiros ao ano. Diante da situação, é fundamental o trabalho da CCIH em instituições de saúde.

Ainda que estudos, pesquisas e materiais contribuam para a instrução a respeito da necessidade e uso de EPIs (equipamentos de proteção individual), medidas de prevenção e controle de infecção dentro dos hospitais, muitos profissionais acabam negligenciando tais técnicas por diferentes motivos, colocando sua saúde e dos pacientes em risco.

Por esse motivo, é muito importante manter-se atualizado sobre o assunto. A seguir, conheça 7 boas práticas para controle de infecções hospitalares que devem estar entre as ações realizadas pela CCIH.

7 boas práticas da CCIH para controle de Infecções Hospitalares

De acordo com o Ministério da Saúde, a infecção hospitalar é toda infecção adquirida após admissão do paciente na instituição, manifestando-se durante seu período de internação ou mesmo após a alta, quando relacionada com a hospitalização.

CCIH é uma área essencial em todos os hospitais. A comissão é composta por profissionais da saúde de nível superior, e responsável pela elaboração, planejamento, execução e avaliação de práticas para controle de infecções hospitalares. Dessa forma, a CCIH é responsável por manter o ambiente hospitalar seguro e adequado para o paciente, profissional e familiares. A seguir, conheça 7 boas práticas para controle de infecções hospitalares.

1. Uso de equipamentos de proteção

Os maiores riscos existentes dentro de uma instituição hospitalar estão relacionados ao risco de contaminação. Afinal, o contato com vírus, bactérias, fungos e substâncias químicas deixa profissionais e também acompanhantes suscetíveis a doenças.

É parte da rotina dos profissionais de saúde a manipulação de fluidos corporais, substâncias químicas e contato direto com pacientes contaminados por doenças infecciosas. Dessa forma, ao ter contato com tais pessoas, os colaboradores devem utilizar EPIs desenvolvidos especialmente como métodos de barreira entre o profissional e agente infeccioso. Entre os EPIs que devem ser utilizados de acordo com orientações da CCIH, estão:

  • Luvas: usar o equipamento ao entrar em contato com os pacientes, durante procedimentos gerais e procedimentos cirúrgicos, realizando seu descarte logo em seguida;
  • Máscaras: as máscaras devem ser usadas quando em contato com pacientes, ao realizar procedimentos gerais e também procedimentos cirúrgicos e, assim como luvas, devem ser descartadas em seguida;
  • Aventais: o avental é a roupa adequada usada para proteger contra respingos e substâncias. Após seu uso, deve ser descartados ou higienizados;
  • Óculos de proteção: devem ser usados para proteger os olhos dos profissionais de excreções ou secreções durante os procedimentos, com a necessidade de serem higienizados logo após o uso;
  • Toucas: as toucas são indicadas para proteger o colaborador contra componentes contaminantes, além de evitar a queda de cabelos durante os procedimentos. Após o uso, devem ser descartadas.

O uso de EPI se tornou ainda mais importante diante da epidemia causada pela Covid-19. Isso porque, os equipamentos são fundamentais para criar barreiras de proteção contra o vírus, evitando que a doença se espalhe ainda mais.

2. Utilização de materiais descartáveis nos procedimentos

Outra boa prática que deve ser supervisionada pela CCIH é o uso de materiais descartáveis, responsáveis por evitar a propagação de bactérias e auxiliar na proteção dos profissionais. Entre os descartáveis mais usados em um hospital, estão:

Assim como todos os outros materiais dentro de uma instituição hospitalar, os equipamentos descartáveis devem ter seu destino adequado, evitando o descarte errado. Por isso, é fundamental informar e observar a separação dos materiais perfurocortantes, contaminantes e outros resíduos produzidos na instituição.

3. Realização da correta higienização das mãos

O profissional de saúde entra em contato com superfícies, produtos e locais públicos durante todo o período de trabalho. Considerando que o contato pode representar risco de contaminação, é necessário realizar a higienização das mãos repetidas vezes ao dia.

Afinal, ao lavar corretamente as mãos, o profissional reduz o risco de contaminação, diminuindo de forma drástica as infecções e doenças contagiosas. Em épocas em que a disseminação de vírus aumenta, como no inverno, a higienização é ainda mais importante. Portanto, a CCIH deve realizar periodicamente cursos para reciclagem em relação à lavagem das mãos.

O uso do álcool em gel também é uma forma de reduzir o número de microrganismos nas mãos. Contudo, deve ser utilizado como um aliado, visto que é responsável por diminuir o número de microorganismos, e não remove a sujidade. Por isso, o álcool deve ser usado somente após a lavagem correta das mãos.

4. Utilização de uniformes limpos

Outra importante prática para evitar infecções hospitalares é certificar-se que os profissionais estejam usando uniformes sempre limpos. É preciso orientar sobre o uso de jaleco fora do hospital, evitando que a vestimenta seja contaminada com diferentes patógenos que, posteriormente, serão levados para a instituição de saúde.

Além disso, os colaboradores devem evitar consumir alimentos com o jaleco, diminuindo assim o risco de contaminação durante a alimentação. O transporte da vestimenta também deve ser feito de maneira especial.

É preciso acondicionar o jaleco em um recipiente específico para seu transporte entre hospital e casa. Da mesma forma, sua lavagem deve ser realizada separadamente de outras peças, de maneira especial.

5. Esterilização de equipamentos antes do uso

Antes de serem utilizados, os materiais não descartáveis, como equipamentos cirúrgicos e aparelhos, devem ser esterilizados. Por isso, a CCIH deve orientar os profissionais sobre essa prática.

Antes de procedimentos e cirurgias, é importante que os equipamentos que serão usados sejam higienizados e verificados. Além disso, os hospitais devem contar com áreas específicas para a esterilização destes materiais, de modo a eliminar a presença de vírus, fungos ou bactérias. As etapas a serem seguidas, são:

  • Destino do material para o expurgo: área destinada à recepção de equipamentos sujos;
  • Preparo de materiais: identificação, inspeção, seleção e embalo para posterior esterilização;
  • Esterilização: limpeza dos equipamentos e materiais utilizando meios físicos ou químicos, respeitados os tempos e as classes de agressividade;
  • Distribuição dos materiais: após higienizados, os equipamentos são enviados para os setores hospitalares.

6. Desenvolvimento de medidas de higiene para o hospital

Todos os profissionais de saúde devem ser instruídos sobre as boas práticas de higiene e manutenção do ambiente hospitalar pela CCIH. Dessa forma, é importante que algumas medidas de higiene sejam estabelecidas, como rotinas de limpeza, informativos sobre o risco de infecção, e cuidados especiais do espaço.

Além do desenvolvimento e aplicação das medidas de higiene, a comissão também deve verificar se os profissionais estão cumprindo as instruções de forma correta. A organização de cursos periódicos é fundamental para que a importância das medidas e cuidados sejam sempre lembradas, melhorando o controle de infecções hospitalares.

7. Acompanhamento e avaliação das práticas para controle de infecções hospitalares

Além das medidas acima, a CCIH deve se certificar de que as práticas estão sendo realizadas.  Por isso, é importante acompanhar a adoção dos cuidados, avaliando se estão surtindo efeito no ambiente hospitalar.

Para isso, é possível utilizar softwares de gestão hospitalar. Essas ferramentas ajudam no armazenamento de dados. Desse modo, o responsável pode analisar cada área do hospital, tomando decisões de acordo com informações concretas.

Vimos que a infecção hospitalar é um dos principais problemas das instituições. Além disso, representa o aumento da permanência do paciente por longos períodos, bem como o agravamento de quadros. Dessa forma, contar com uma CCIH é fundamental para que boas práticas como as que você viu acima sejam implantadas e avaliadas.

Cuidados como uso de equipamentos de proteção, por exemplo, ajudam a evitar a contaminação hospitalar. Contudo, o gestor deve se certificar de adquirir materiais de qualidade junto a empresas especializadas. Afinal, de nada adianta a CCIH implantar cuidados se o profissional não puder contar com equipamentos adequados para garantir sua segurança e a do paciente.

Você gostou deste conteúdo? Então, confira também a importância da biossegurança no hospital e como aplicá-la!

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Parto humanizado: dicas para sua unidade hospitalar dar a assistência necessária

Parto humanizado: dicas para sua unidade hospitalar dar a assistência necessária

Ao falar em parto humanizado, muitas pessoas acabam pensando em um parto realizado em casa, sem anestesia, muitas vezes com água e ambiente intimista. Contudo, esse procedimento não está relacionado ao local ou via do nascimento do bebê.

O termo humanizado se refere ao tipo de assistência que a mulher recebe durante todo o procedimento, com decisões e escolhas compartilhadas com a mulher, ouvindo-a e respeitando-a. A seguir, conheça melhor o parto humanizado e entenda o que é necessário para realizá-lo em uma instituição.

O que é parto humanizado?

A humanização está relacionada à assistência realizada durante o parto, e não com a via ou local. No Brasil, uma em cada quatro mulheres sofre algum tipo de violência durante o parto, seja ele natural ou cesárea. A chamada violência obstétrica pode estar presente de diferentes formas, como:

  • Limitação da movimentação da mãe durante o trabalho de parto;
  • Realização de procedimentos que não eram necessários;
  • Omissão de informações importantes relacionadas ao procedimento;
  • Execução de procedimentos sem o consentimento da mulher;
  • Desrespeito às escolhas da mulher;
  • Maus tratos;
  • Abuso de poder.

Esse tipo de violência ocorre em boa parte em partos normais. Por isso, é comum ouvir relatos de mulheres apontando o parto natural como algo que nunca faria, aumentando o número de cesáreas realizadas.

O parto humanizado pode ser realizado em parto normal e também cesárea. Nele, tudo é feito para promover a saúde da mãe e bebê, visando seu bem-estar. No parto humanizado, a cesárea é realizada somente quando há indicação médica para casos específicos e, ainda assim, o desejo da mulher é respeitado.

Diferente do que se imagina, é possível tornar um procedimento cirúrgico humano e acolhedor, de modo a proporcionar o melhor momento para que mãe, bebê e familiar eternizem a lembrança com boas memórias e sem traumas.

A importância do parto humanizado

O parto humanizado é uma das principais formas de combater a violência obstétrica, assim como reduzir a taxa de mortalidade infantil e de gestantes. Além disso, o parto humanizado evita que procedimentos desnecessários sejam realizados.

Benefícios do parto humanizado

Durante o parto humanizado, o médico obstetra e sua equipe visam garantir a segurança da mãe e bebê, mesmo quando a gestante não deseja que ocorram intervenções médicas durante o parto, e para assegurar que a assistência seja realizada em casos de intercorrências.

Considerando que o parto humanizado é uma forma de acolher, apoiar e oferecer uma experiência agradável e segura para mãe e bebê, outras vantagens estão presentes neste procedimento. Confira.

Diminuição do nível de estresse e ansiedade

A mulher tem a possibilidade de esperar pela hora do nascimento do bebê no parto humanizado, sem existir pressão por meio da equipe médica. Para aguardar pacientemente pelo momento adequado, a mulher tem como opção caminhar, ouvir música, e realizar outras atividades que ajudem a reduzir as dores das contrações.

Menor desconforto para o recém-nascido

Durante o parto humanizado, o bebê evita passar por situações que foram sempre  comuns nesse tipo de procedimento, como salas frias, afastamento da mãe nos primeiros segundos após nascer, ruídos altos, entre outros fatores incômodos. Dessa forma, a humanização contribui para que o bebê se sinta mais confortável, diminuindo dores e também a frequência de choro.

Aleitamento prolongado

Outra vantagem do parto humanizado é o aleitamento prolongado. Além de promover o bem-estar físico e psicológico da mulher, o aleitamento tem como principal objetivo estreitar o laço afetivo entre mãe e bebê. Isso acontece pela presença do bebê e sucção da mama no contato entre peles, feito logo no momento do nascimento.

Redução do risco de depressão pós-parto

O parto humanizado diminui também o risco de desenvolvimento da depressão pós-parto. Ao ter suas decisões individuais respeitadas, a mulher diminui as chances do aparecimento de sentimentos como medo, insegurança, ansiedade, nervosismo, perda de liberdade, todos presentes na depressão pós-parto.

Estreitamento do laço afetivo

Durante o trabalho de parto humanizado, o corpo da mãe libera hormônios importantes para construir a relação com o bebê. O contato com a pele realizado imediatamente após o nascimento, seja por parto natural ou cesárea, contribui para fortalecer e consolidar o vínculo entre mãe e filho.

Redução o risco de infecção

Por fim, a diminuição do risco de infecção é outra vantagem do parto humanizado. O contato entre mãe e bebê no momento do nascimento, seguido pela primeira mamada permite que a criança consuma o colostro.

Essa substância, junto ao contato com a microbiota natural da pele da mulher, promove o fortalecimento do sistema imune do bebê, diminuindo assim os riscos de infecção em partos normais e cesáreas.

Dicas para realizar parto humanizado em sua instituição

Considerando todos os benefícios que o parto humanizado oferece para mãe e bebê, optar por promover este tipo de procedimento na instituição hospitalar é uma excelente alternativa. A seguir, confira o que é necessário para isso.

Treinamento de equipe multiprofissional

Para inserir o parto humanizado em um hospital é fundamental que a equipe seja treinada. Médicos e profissionais de enfermagem devem estar aptos para oferecer condições que promovam além do bem-estar, segurança e tranquilidade para mãe e bebê.

Investir em ambiente e equipamentos adequados

Além do treinamento adequado para a equipe multiprofissional, o ambiente deve estar apto para receber a mulher no parto humanizado. Para isso, é importante que o hospital invista em um ambiente e equipamentos adequados. A instituição deve contar com um centro de parto natural que ofereça materiais voltados para o procedimento.

Da mesma forma, o local deve ser equipado com banheiro individual, luz indireta, música, e cama especializada. Atualmente, é possível optar pela Cama de Parto Humanizado, desenvolvida especialmente conforme os conceitos do parto humanizado.

Neste equipamento, podem ser realizados todos os procedimentos de pré-parto, parto e pós-parto, suprindo todas as condições necessárias para o parto natural nas suas diversas alternativas.

Assim, é possível que a mulher tenha o parto ativo, onde ela é responsável por decidir sobre a melhor forma e posição para o nascimento. Com a cama especializada, evita-se transferências da parturiente entre o quarto e o centro cirúrgico, proporcionando maior aconchego, conforto e individualidade.

É fundamental contar também com equipamentos necessários em casos de intercorrências, como um aspirador equipado para realizar o parto assistido com ventosa. Assim, é possível evitar situações de risco e promover a saúde do bebê durante o nascimento.

Você conheceu na leitura de hoje a importância do parto humanizado para mãe e bebê, suas vantagens e dicas sobre as principais mudanças que devem ser feitas para garantir o espaço ideal para esse tipo de procedimento em um hospital.

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Qual é a importância do aleitamento materno e os principais mitos sobre amamentação?

Qual é a importância do aleitamento materno e os principais mitos sobre amamentação?

O crescimento e saúde da criança no primeiro ano de vida deixa claro a importância do aleitamento materno. Essa prática é fundamental para a nutrição e desenvolvimento, envolvendo mais que o ato de nutrir.

O aleitamento promove a interação entre mãe e bebê, resultando em benefícios para o desenvolvimento cognitivo, emocional e também nutricional. Contudo, os mitos sobre a amamentação acabam atrapalhando tais vantagens. Por isso, desenvolvemos o artigo de hoje para que você possa entender a importância do aleitamento materno e conhecer os principais mitos. Confira!

Qual a importância do aleitamento materno na vida do bebê?

A importância do aleitamento materno já pode ser observada diante das recomendações relacionadas à exclusividade da prática, assegurando o desenvolvimento e qualidade de vida da criança.

O leite materno é o alimento ideal para o bebê recém-nascido, visto que é responsável por suprir todas as necessidades nutricionais até os seis meses, além de evitar problemas como a desnutrição e outros.

O colostro, primeiro leite produzido pela mãe, deve ser ofertado ao bebê logo após o nascimento. Isso porque, essa substância oferece proteção contra diversas infecções, devido ao acúmulo de nutrientes como proteínas, minerais e anticorpos.

Quais os benefícios do aleitamento materno?

O leite materno é um alimento completo para o recém-nascido, por isso, devemos enfatizar a importância do aleitamento materno na vida da criança. Entre os seus benefícios, podemos destacar a melhora no desenvolvimento mental, facilidade na digestão e a promoção e fortalecimento do vínculo afetivo entre a mãe e o bebê. Além disso, outros benefícios apresentados pela amamentação envolvem:

  • Melhora na formação da boca e alinhamento dos dentes, desenvolvendo a cavidade bucal;
  • Proteção contra otites, alergias, vômitos, diarreias, pneumonias, bronquiolites e meningites;
  • Redução nas chances de diabetes na mãe;
  • Proteção contra cânceres de mama;
  • Menor risco de obesidade, hipertensão, diabetes e hipercolesterolemia para a criança;
  • Se torna um contraceptivo natural para as mães;
  • Reduz risco de infecções na criança;
  • Reduz risco de morte súbita;
  • Diminui custos financeiros.

Subtipos de aleitamento materno

De acordo com a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) o aleitamento materno é dividido nos subtipos AME (Aleitamento materno exclusivo), AMP (Aleitamento materno predominante), Aleitamento materno complementado e Aleitamento materno misto.

Aleitamento materno exclusivo (AME)

Esse subtipo de aleitamento está relacionado à oferta de apenas leite materno à criança, seja por sucção direta da mama ou por ordenha manual, sem que aconteça a adição de outros líquidos ou sólidos na nutrição do bebê.

Aleitamento materno predominante (AMP)

O aleitamento predominante significa que outros líquidos são oferecidos para a criança, como água, sucos ou outras bebidas. No entanto, sem deixar de lado o aleitamento materno, visto que esse deve ser feito de forma predominante sobre as outras bebidas.

Aleitamento materno complementado

O aleitamento materno complementado é classificado como a oferta de leite materno para a criança, independentemente de outros alimentos que também podem ser consumidos, complementando a alimentação, contudo, sem substituir o leite.

Aleitamento materno misto ou parcial

Por fim, o último subtipo do aleitamento materno envolve somente a oferta de leite para a criança. Entretanto, é chamado de misto ou parcial pelo consumo ser focado no leite materno e outros tipos, como de vaca e cabra.

Desafios na manutenção do aleitamento materno

Além de conhecer a importância do aleitamento materno, é fundamental entender os desafios na manutenção dessa prática. Afinal, podem ser muitos os obstáculos que atingem mãe e bebê.

Ingurgitamento mamário

O ingurgitamento mamário é causado em grande parte pelo leite que fica parado na glândula. Popularmente é conhecido como “peito empedrado’’. Essa situação pode ser tratada com a realização de compressas mornas no seio. Além disso, para evitá-lo, é importante que a mulher ordenhe o leite e o bebê seja amamentado até esvaziar a mama.

Traumas nas mamas

Os traumas nas mamas podem ser causados como consequência da pega incorreta. Problemas como fissuras e bolhas mamilares podem ocorrer, gerando grande dor para a mãe. Estes traumas podem ser tratados com hidratantes à base de lanolina e a aplicação do próprio leite materno no local, além de banho de sol na mama. Tais medidas favorecem a queratinização no local lesionado, contribuindo para sua cicatrização.

Monilíase mamária

Conhecida como candidíase mamária, a monilíase causa prurido, dores profundas em forma de fisgadas e queimação nas mamas. Seu tratamento deve ser realizado com antifúngicos prescritos pelo especialista, como Miconazol e Fluconazol.

Mastite

A mastite é uma Infecção aguda da mama, que tem como principal agente etiológico o Staphylococcus aureaus. Quando está presente, deve-se dar preferência à amamentação com a mama sadia, tomando cuidado para ordenhar a mama com mastite, de forma a evitar o ingurgitamento. Além disso, o uso de sutiãs de alças largas e anti-inflamatórios ou analgésicos contribui para o alívio da dor.

Abscesso mamário

Quando não tratada de forma correta, a mastite pode ter complicações, como o abscesso mamário (acúmulo de pus no interior dos tecidos). O tratamento definitivo consiste na drenagem do abscesso de forma cirúrgica, assim como na avaliação da necessidade de terapia com antibióticos.

Principais mitos sobre o aleitamento materno

Muitas pessoas não conhecem a importância do aleitamento materno devido a informações erradas e distorções de realidade sobre o assunto. Por esse motivo, esclarecemos alguns mitos sobre a amamentação. Acompanhe.

A criança deve mamar a cada duas ou três horas

Cada bebê tem seu próprio ritmo e necessidade de alimentação. É importante que a mãe ofereça o leite sempre que perceber que a criança está com fome. Alguns gestos que podem indicar que o bebê busca a mama são: encostar o nariz no seu peito; fazer movimentos da boca em busca do mamilo; fazer movimentos de sucção; colocar as mãos na boca e chorar.

É preciso revezar os dois seios para amamentar

Não é necessário que o bebê mame nas duas mamas em uma mesma mamada. O leite do início da mamada costuma ser mais aguado, contendo boa parte das proteínas e açúcares. No entanto, o leite vai se tornando mais rico em gordura à medida que a mamada progride.

Assim, a cada mamada é possível para a criança obter calorias necessárias para o crescimento. Desta forma, é importante que o bebê mame completamente o primeiro peito antes de oferecer o outro. 

Algumas mães produzem leite fraco

Este é um dos maiores mitos relacionados ao aleitamento materno. Nenhuma mãe produz leite mais forte que a outra. Afinal, cada mulher gera o leite adequado para as necessidades do seu bebê.

As fórmulas atuais são como o leite materno

Nenhuma substância artificial é comparada ao leite materno, por mais moderna que seja. Isso porque, no aleitamento é possível que o bebê obtenha anticorpos, enzimas, hormônios e células vivas que não existem em nenhuma fórmula no mercado.

Quanto mais líquido a mãe ingerir, mais leite terá

Essa informação também se trata de um mito. A mulher produz leite independente da quantidade de líquido que ingere. No entanto, quanto mais hidratada estiver, melhor a mulher se sentirá.

Casca de banana e mamão ajudam a cicatrizar feridas nas mamas

Não há comprovação nenhuma que a casca de banana e mamão possam atuar na cicatrização das mamas, diferente do próprio leite materno, que ajuda a melhorar fissuras que podem ser provocadas durante o aleitamento.

Usar prótese de silicone interfere na amamentação

Atualmente, as cirurgias para inserção de próteses de silicone na mama são feitas de modo a preservar a possibilidade de amamentação, diferente das cirurgias realizadas no passado, que prejudicam o aleitamento.

Existe uma alimentação específica que aumenta o leite materno

Não há uma alimentação específica que ajude na produção de leite para a mulher. Quanto mais se amamenta, mais leite se produz. Por isso, para aumentar a produção de leite, é importante que a mãe aumente a frequência das mamadas.

Canjica e cerveja preta aumentam a produção de leite

Não existem evidências que comprovem essa afirmação. Como vimos anteriormente, o que aumenta a produção do leite é a própria amamentação. Contudo, a mulher lactante deve estar bem hidratada.

O leite materno precisa de reforço nutricional

Nenhum leite materno precisa de reforço nutricional. Sua composição fornece a água necessária para manter a criança hidratada. Mesmo em temperaturas elevadas, o leite está sempre fresco e em temperatura certa. Sua composição nutricional é balanceada para contribuir para o crescimento e desenvolvimento adequado da criança.

Não é possível armazenar o leite materno

O leite materno pode ser armazenado sim, desde que da forma correta, em um recipiente próprio, selado e esterilizado. O ideal é que o frasco não fique cheio por completo, e que a data da ordenha seja anotada.

Assim, o leite pode ser armazenado na geladeira por até 24h, ou mesmo congelado por até 2 semanas. Para ser descongelado, não é indicado o uso de microondas. A melhor forma é utilizando banho-maria, evitando alterações em sua composição.

No conteúdo de hoje você pôde entender a importância do aleitamento materno na vida da criança, assim como conferir os principais mitos que acabam prejudicando a livre demanda de leite materno para as crianças.

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