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Humanização na saúde: por que e como colocar em prática

Hoje em dia, a medicina está cada vez mais moderna, fazendo uso de recursos tecnológicos que eram impensáveis há alguns anos. No entanto, mesmo diante de incontáveis avanços, acolhimento e humanização na saúde continuam sendo alguns dos pontos primordiais para o bom exercício da profissão.

A discussão sobre a importância de como o paciente é tratado dentro da clínica ou do hospital é importante para todos aqueles que são ou pretendem se tornar profissionais de saúde e têm consciência do impacto do seu ofício sobre a comunidade.

Pensando nisso, neste post, vamos falar sobre o tratamento humanizado e como aplicá-lo no dia a dia. Confira!

O que é a humanização na saúde?

Mesmo diante dos avanços tecnológicos, o atendimento humanizado é uma prática que nenhuma máquina jamais conseguirá realizar, uma vez que diz respeito ao modo como o paciente é acolhido por toda a equipe médica — desde o agendamento da consulta até o momento do atendimento pelo médico.

Diante de consideráveis queixas relatando maus tratos nos hospitais, em 2000, o Ministério da Saúde implementou o Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar, cujo foco é a promoção de uma nova cultura de atendimento que priorize valores e atitudes de respeito à vida humana e, em consequência, aumente a qualidade dos serviços prestados na área de saúde no Brasil.

Qual a importância de se ter acolhimento e humanização na medicina?

Como você sabe, diante de um diagnóstico ou tratamento, os pacientes encontram-se em momentos frágeis e vulneráveis. Sendo assim, o que eles mais precisam não é apenas de suas habilidades e conhecimentos médicos, mas também de compreensão, acolhimento, encorajamento e paciência.

Tudo isso pode ser oferecido por meio do atendimento humanizado, com o qual você poderá criar uma relação de profunda confiança com o paciente. Dessa maneira, ele se sentirá à vontade para lhe contar tudo o que você precisa saber. Essa confiança e compreensão são fundamentais para a fidelização do paciente.

Outra grande vantagem da estratégia é que a humanização oferecida aos pacientes tende a se espalhar pelo hospital todo, alcançando também as equipes. Com isso, o clima organizacional aprimora-se consideravelmente, deixando todos mais motivados, produtivos e engajados em alcançar os objetivos da organização.

Compreender a importância de acolhimento e humanização no atendimento é entender que a competência profissional vai além do domínio técnico da medicina. Ela está diretamente associada à capacidade de fazer com que os pacientes sintam-se confortáveis durante a consulta ou o tratamento.

A aplicação do atendimento humanizado também gera diversos resultados positivos para os médicos, como os listados a seguir:

  • Aumenta a fidelização do paciente;
  • Melhora o relacionamento entre médico e paciente, aumentando a confiança no trabalho do profissional escolhido;
  • Ao conhecer melhor o paciente, o médico tem maior facilidade em fazer diagnósticos corretos;
  • Melhora o nível de satisfação dos colaboradores;
  • Diminui o número de processos e reclamações éticas contra médicos;
  • Melhora a reputação dos profissionais.

Como aplicar a humanização do atendimento médico no dia a dia?

A aplicação de acolhimento e humanização no dia a dia do consultório é uma tarefa que pode ser facilmente desenvolvida por todos os profissionais, uma vez que não exige grandes e caros investimentos. Abaixo, listamos algumas dicas que vão auxiliar nessa atividade.

Treine a equipe

Acolhimento e humanização na medicina não é atribuição apenas do médico. Toda a equipe, incluindo colaboradores de recepção e segurança, deve estar preparada para realizar um atendimento de excelência aos pacientes de modo que eles se sintam acolhidos no ambiente.

Tenha cuidado com a linguagem técnica

Seu paciente quer compreender qual é a doença, as causas, o grau de perigo e, principalmente, se tem cura ou não. Portanto, você não precisa enchê-lo de termos técnicos que ele não entenderá e que ainda podem deixá-lo mais assustado.

Lembre-se de que, na sua frente, há uma pessoa leiga e, provavelmente, assustada, que não tem a menor obrigação de conhecer os termos científicos e jargões médicos. Explique com clareza e detalhes e, se necessário, não poupe exemplos para que o paciente compreenda todos os aspectos da doença e do seu tratamento.

Dê atenção às dúvidas

Acolhimento e humanização do atendimento também dependem da maneira como as dúvidas são respondidas. Não dê respostas grosseiras ou faça pouco caso das preocupações do paciente.

Seja atencioso e empático com o sofrimento e a angústia dele, de modo que ele se sinta respeitado e valorizado a ponto de preferir ouvir o que você tem para dizer ao invés de dar atenção a pesquisas realizadas na internet ou pitacos de familiares e amigos.

Considere as condições mentais e existenciais do paciente

Um diagnóstico não vem acompanhado apenas de um tratamento, mas também de muita fragilidade, medo, vulnerabilidade, desespero. Cada paciente reage de uma forma, e você deve considerar os familiares envolvidos na situação. Não é pouca coisa, não é mesmo? E tudo isso deve ser tão respeitado quanto a saúde física.

Trate seu paciente por inteiro, e não apenas o que aflige seu corpo. Ele precisa de acolhimento, alívio e orientação. Enxergue-o enquanto indivíduo e faça o possível para confortá-lo. Mostre-se presente, escute-o e fique atento para aquilo que ele transmite sem falar nada.

Ao mencionar os efeitos colaterais de um tratamento quimioterápico, por exemplo, não fale só das consequências físicas. Converse abertamente com o paciente sobre questões estéticas, relações afetivas, vida sexual, trabalho, rotina, etc., tudo o que for afetado pelo tratamento.

Isso é tratá-lo de forma humanizada. Dessa maneira, você revolucionará o atendimento de tal maneira que o paciente jamais esquecerá o que você, sua equipe médica e seu hospital fizeram por ele.

Trate seu paciente como único

Evite distrações no momento da consulta e esteja focado no seu paciente. Nada de ficar mexendo no celular, olhar o relógio a todo momento ou permitir a interrupção constante de algum funcionário, de modo que pareça que você não está prestando atenção ao que está acontecendo dentro do seu consultório.

Invista na transparência

Ser sensível e compreensivo não significa “esconder o jogo” dos pacientes. Um dos pilares da humanização na saúde é a transparência entre médico e paciente. Quando essa via anda para os dois lados, todos os envolvidos terão a chance de ouvir um ao outro, fortalecendo a relação de confiança.

Reter informações ou transmiti-las com pouca clareza resulta apenas em ansiedade, pavor e angústia, além de dar asas às imaginações mais férteis para pensar em mil cenários terríveis que podem até mesmo piorar o estado real de saúde do paciente.

Além disso, é claro, o paciente deve estar completamente ciente de tudo o que está sendo feito ou proposto para que ele possa consentir com todos os tratamentos, remédios, procedimentos e o que mais for necessário.

Crie o hábito de recolher feedback dos pacientes

Quando você estabelece uma cultura baseada no diálogo e na confiança, mesmo os problemas e decepções percebidos pelo paciente dentro do hospital tornam-se muito mais fáceis de contornar, pois ele estará mais receptivo.

Faça jus a isso por meio do recolhimento de feedback dos pacientes, algo que deve se tornar um hábito se você quiser continuar aprimorando o hospital e aumentando as taxas de fidelização cada vez mais. Dessa maneira, você terá dicas valiosas sobre problemas a serem corrigidos, medidas a serem implementadas e pontos a serem aprimorados.

Gostou de entender melhor porque a humanização na saúde e atendimento é tão importante para os hospitais da atualidade? Para receber mais dicas sobre gestão hospitalar, acompanhe a RTS Rio nas redes sociais, estamos no Facebook e Linkedin!

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